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sábado, 24 de novembro de 2012

Rota das Pedras

Pedro Ferreira sobre as "estrias" glaciais de Witmarsum 
Uma excelente opção de lazer, aventura e conhecimento pode ser realizada na região dos Campos Gerais no estado do Paraná. Na Colônia Witmarsum, município de Palmeira, à cerca de 5 Km da BR-376, entre as cidades de Curitiba e Ponta Grossa você pode caminhar sobre um afloramento rochoso com registro da grande glaciação que ocorreu nos períodos Carbonífero inferior e Permiano inferior, entre 360 e 270 milhões de anos atrás, quando toda a porção sul do supercontinente hipotético de Alfred Wegner, ficou coberto por uma espessas camadas de gelo.

Aula de geologia
No local, um painel da Mineropar (Minerais do Paraná) exibe uma síntese da história geológica da Bacia Sedimentar do Paraná com destaque para o evento glacial da era Paleozoica que atingiu a região, e deixou evidências na forma de sulcos feitos na rocha por fragmentos arrastados pelas geleiras contra a superfície rochosa, na literatura conhecidos por estrias glaciais.

"Taça"
Seguindo pela BR-376, há 15 Km de Ponta Grossa, você chegará ao Parque Estadual de Vila Velha, onde irá se deparar com estruturas areníticas de idade carbonífera que adquiriram formas curiosas pela ação modeladora das águas pluviais, que esculpiu no arenito formatos de "taça", "garrafa", "camelo", "bota", e outras tantas que sua visão e imaginação permitir.

Otávio e Matheus garimpando fósseis
Na periferia da cidade de Ponta Grossa, um corte da estrada de ferro expõe um afloramento rochoso constituído por folhelhos e arenitos da formação Ponta Grossa onde você pode garimpar fosseis de invertebrados marinhos depositados durante o período Devoniano da Era Paleozoica.
valvas de braquiópodes calciata
"Sumidouro" no rio Pedregulhos

http://www.uel.br/grupo-pesquisa/geologia/

Você pode terminar seu passeio no cânion do Parque Estadual do Guartelá, no município de Tibagi, foi criado em 1992, com o objetivo de resguardar o ecossistema local, possui uma área de 798,9 ha e destina-se ao lazer naturalista contemplativo, guardando atrativos como a cachoeira da Ponte de Pedra, a gruta da Pedra Ume, a Panela do Sumidouro, corredeiras, quedas d’água, formações areníticas e inscrições rupestres. Abriga ainda espécies animais e vegetais típicas do cerrado, além do cânion com aproximadamente 32 km ao longo do rio Iapó, afluente do rio Tibagi.

Cânion Guartelá no rio Iapó


A origem do nome Guartelá vem de uma expressão antiga"Guarda-te-lá, que aqui bem fico", forma de comunicação entre os pioneiros para se prevenirem dos ataques indígenas.  formação geológica remonta à Era Paleozoica, no Período Devoniano, há mais de 400 milhões de anos. 
Termine o dia banhando-se nas águas e cachoeiras do rio Pedregulhos e apreciando o cenário do cânion e da cachoeira da Ponte de Pedra, registrada pelo amigo Carneiro em uma de nossas visitas ao parque, quando ainda era possível o acesso à cachoeira.
Cachoeira da Ponte de Pedra - foto Adair Carneiro

sábado, 21 de abril de 2012

Tempo em Curitiba

Passeando pela web em busca de material para organizar provas e atividades sobre dinâmica atmosférica,  me deparei  com as tirinhas do cartunista Jim Davis no site http://entaovejabem.wordpress.com/, onde o gato Garfield, assim como todo bom curitibano se depara com a instabilidade e por que não dizer efemeridade das condições meteorológicas da cidade de Curitiba, onde segundo meus alunos do colégio Marista Santa Maria, temos "cinco estações" em um único dia (talvez a quinta estação seja a estação tubo do ligeirinho).  

Capital mais fria do Brasil tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, Curitiba por influência de sua posição altimétrica (entre 930 e 1020 metros) no reverso da escarpa do Mar (erroneamente denominada serra) e posição latitudinal 25º Sul, apresenta médias térmicas inferiores a capital gaúcha que embora em uma posição latitudinal mais ao Sul (30º) possui médias térmicas maiores em função da ação amenizadora do efeito maritimidade.

A combinação latitude e altitude, são responsáveis pela instabilidade do tempo na cidade de Curitiba,onde sempre depois da chuva vem a segunda feira....

sábado, 10 de março de 2012

Teste do Barreado

Quando visitar Morretes no litoral do Paraná, não deixe de experimentar (de preferência as margens do rio Nhundiaquara) o tradicional Barreado, prato típico a base de carne cozida em panela de barro, servida com arroz branco, banana da terra e farinha de mandioca.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Propaganda Anti-poluição

Assim como a propaganda anti-tabagismo veiculada pelo Ministério da Saúde nas carteiras de cigarro e publicidade da indústria do tabaco, empregando imagens pouco agradáveis, que tem como objetivo desestimular o vício do tabagismo, na China, também foi veiculada uma campanha publicitária criada pela agência Guangdong, para a organização GFEP (Greenfamily Youth Association of Environment Protection), usando imagens pouco ortodoxas, com o intuito de chocar e assim chamar a atenção para o lançamento de efluentes domésticos e industriais (esgoto) na malha fluvial.

Já a organização Milwaukee RiverKeeper com sede no estado de Wisconsin, usa uma tática menos agressiva, como pode ser visto na imagem onde se lê : Um rio limpo é um rio de diversão.

Considerando que segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  que apenas 45,7% das residências são atendidas por redes de coleta de esgoto sanitário e que os demais domicílios (54,3%) recorrem a fossas sépticas ou a meios menos higiênicos, como fossas secas, valas a céu aberto ou lançamento direto em cursos d’água, a necessidade de obras de infraestrutura sanitária no Brasil demanda urgentemente atenção governamental, pois assim como o tabagismo é um problema de saúde pública e segundo a Organização Mundial de Saúde, para cada dólar investido em saneamento, economiza-se cinco dólares nos dez anos seguintes em serviços na rede médico-hospitalar.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Geografia Brasileira (Angeli)

Vasculhando a web, nas sessões de organização de provas destinadas aos meus alunos do Ensino Médio, algumas vezes me deparo por acaso com materiais interessantes que merecem ser analisados e divulgados, como ocorre com o mapa do Brasil visto pelo cartunista Angeli, que conclui que a corrupção é um situa endêmica ao território brasileiro, o que justificou a Lei do "Ficha Limpa"  que o Supremo entendeu ser constitucional, mas vetou sua aplicação nas eleições realizadas em 2010, ou seja, a Lei do "Ficha Limpa" de iniciativa popular, que após muita discussão no Congresso , foi aprovada, teve sua vigência postergada pelo Supremo.

Diante da postura do Congresso e do Supremo, vejo uma grande dissonância entre o anseio popular e os interesses inconfessáveis dos ilustres e Excelentissimos Ministros e Parlamentares, que junto ao executivo, fazem ainda hoje do Brasil, um país onde impera a "Lei Gerson", onde alguém sempre leva vantagem mediante a desvantagem da grande maioria que trabalha, dignifica o Estado brasileiro e muitas vezes se resgina com tal situação que resulta em grande flagelo de muitos brasileiros.

Em grande parte a resignação do Povo brasileiro, frente aos muitos escândalos, com os quais precisa todas as noites se deparar com o JN, poderia ser revertida através da educação, onde a escola, cumpriria a função de formar indivíduos autônomos e cidadãos, porém as escolas passam por uma situação degradante de desvalorição, embora sejam veiculadas nos meios de comunicação informes publicitários oficiais que dizem o contrário, mas no atual cenário, devem assim como ocorre as salas de projeção da sétima arte (cinema) darem lugar a templos religiosos, centros comerciais ou outra atividade qualquer mais lucrativa e relevante a sociedade.
Então, Pede pra Sair!!!!!!!!!!!!




terça-feira, 5 de abril de 2011

O Acre existe?

Segundo a percepção geográfica regional, com a exceção da perspectiva do Acre, este não existe, pois nas inúmeras manifestações bem humoradas da geografia brasileira este foi relegado.

O Brasil segundo os Brasilienses (Brasilienses, não Candangos das cidades satélites).
Na perspectiva brasiliense, o bioma Amazônico é representado (falta o Acre), abrangendo desde Roraima até Mato Grosso do Sul, regiões de baixa densidade demográfica e em grande parte com atividades econômicas caracterizadas pela agropecuária (exceto a Zona Franca de Manaus, representada como uma zona de maquilação industrial).

A região sul do país com melhores indicadores sociais e econômicos e onde um grupo minoritário fala em separatismo é confundida com a edição número 11 (onze) do Big Brother.

São Paulo e Rio de Janeiro assim com Minas Gerais são visto como regiões hostis e que devem ser evitadas, embora o brasiliense tenha suas origens no antigo estado da Guanabara.

Por fim, a terra dos candangos, a região nordeste é tida como deserto, embora boa parte do Congresso Nacional o tenha como "curral eleitoral", logo um espaço muito importante para o brasiliense que vive do setor de serviços possa, desprezar nas próximas eleições.

                        O Brasil segundo os Gaúchos de Porto Alegre
  Na perspectiva do portoalegrense (só é gaúcho em setembro na semana Farroupilha), a geografia brasileira é retratada pela marcha dos descendentes de italianos e alemães que migram com a expansão da fronteira agrícola que passa pelo oeste do Paraná e chega à Amazônia Ocidental, onde na sombra com temperaturas de 40º C, tem MTG e chimarrão.

A costa Atlântica é dividida em praias próximas (litoral catarinense) e praias distantes (litoral nordeste).

A maior parte da região sudeste é tida como a dos "fregueses" do Grêmio e do Inter, que na base do coice e manotaço bate (literalmente) os grandes clubes de futebol de Curitiba, São Paulo, Rio e BH.

Apenas três unidades da federação são corretamente mencionadas, Piauí, corretamente localizado, Rio Grande (do Norte) e Espírito Santo que sofre da síndrome do Acre.

O Brasil segundo os paranaenses (resta saber qual deles)
 
Segundo os paranaenses (se veem na Europa) subdivididos em:  
  • Curitibanos (também conhecidos como micos leões dourados por estarem em extinção) que abrange a região de ocupação antiga, a partir do século XVII, com a mineração, a erva mate, a madeira (araucária) e o troperismo nos Campos Gerais;
  • Paulistas, que ocupam o norte do estado a partir do final do século XIX e inicio do século XX com a cafeicultura, que falam interior, porta, porteira e moram em Londrina;
  • Gaúchos que abrange o sudoeste, ocupado somente a partir de meados do século XX, com a migração de descendentes de alemães e italianos expropriados pelo processo de minifundização nas colônias no Rio Grande do Sul.
 O Acre não existe!

Fronteira


Fronteira entre Brasil e Uruguai

"O chamado “marco de fronteira” é na verdade um símbolo visível do limite. Visto desta forma, o limite não está ligado a presença de gente, sendo uma abstração, generalizada na lei nacional, sujeita às leis internacionais, mas distante, frequentemente, dos desejos e aspirações dos habitantes da fronteira."









A "fronteira" é um espaço sui generis, marcado por relações e sentimentos conflitantes e muitas vezes mesmo que de forma implícita caracterizados pela animosidade, ou seja, de rivalidade.
  

















O limite que define a fronteira pode muitas vezes dependendo da escala de analise (nacional ou internacional) passar despercebido, como ocorre principalmente em áreas urbanas conurbadas, porém como nas imagem da fronteira entre a República Dominicana e Haiti, o limite é visível, pois contrasta o verde das encostas florestadas e bem preservadas da República Dominicana e as encostas desmatadas do Haiti, que tem o carvão vegetal como principal fonte de energia, o que acarreta grande desflorestamento em seu território. Está fronteira exibe claramente condições sociais e econômicas dominantes no território das duas nações e a soberania de ambas sobre seus territórios.

A fronteira, pode transparecer o principio da soberania, que manifesta políticas públicas dispares como a imagem ao lado que mostra o limite entre Espanha e Portugal, onde a interrupção do pavimento asfáltico com sinalização termina onde começa o território português onde o pavimento está deteriorado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Caverna do Arco Verde

A caverna do Arco Verde, está localizada nas coordenadas 230 46’ 49.71” Sul e 500 44’ 02.49” Oeste http://www.panoramio.com/photo/15598216 , no município de São Jerônimo da Serra e  se pode chegar lá, seguindo aproximadamente 06 km. pela estrada que segue sentido Terra Nova.
De origem tectônico-fluvial, a Caverna do Arco Verde, se formou em uma encosta onde aflora o Arenito Botucatu, que possui origem eólica e faz parte da Formação Serra Geral. O nome Arco Verde é resultado do bonito portal na forma de arco recoberto de musgos que resistiu ao tempo e dá a real dimensão do que já foi esta caverna, cujo o teto desabou.
Tendo aproximadamente 70 metros de extensão e uma uma fauna, composta de grilos, aranhas armadeiras, opilões e morcegos frugívoros (Carollia perspicillata), está caverna em arenito, pode ser considerada grande, pois está rocha diferentemente do calcário não é tão suscetível à ação das águas de meteorização. Não encontrará espeleotemas, estalactites e estalagmites, pois o arenito não é solúvel e logo não ocorre precipitação e cristalização de minerais no teto e no chão da caverna como ocorre em cavernas de calcário.
 Em tempos de notícias alarmistas a cerca da escassez de recursos hídricos, vale ressaltar que entrar na caverna do Arco Verde é "mergulhar" no Aquífero Guarani, pois este reservatório de água subterrânea confinada, encontra-se armazenado nos interstícios dos grãos de areia que constituem o Arenito Botucatu.

"Buraco de Tatu"

 "Clarabóia" que dá acesso ao interior do que já foi a caverna , cujo teto desabou, constituindo hoje um ambiente deprimido que lembra um grande "caldeirão" de microclima bastante úmido e povoado por uma pequena floresta, aprisionada pelo paredão de arenito e um grande portão que recebe a luz da tarde.

 Segura senão cai!

No interior da caverna, onde é possível observar morcegos frugíveros e sentir a umidade presente na rocha arenosa que se solta quando fricciona com as mãos como o grupo da foto faz brincando de segurar o teto da caverna para que este não venha abaixo.
Brincando no escuro.
Embora uma caverna pequena, já é possível a sensação de ausência completa de luz, ou seja, um "breu" como dizia meu pai. Não se enxerga absolutamente nada sem a luz de uma lanterna, e também é possível fazendo silêncio, ouvir o silêncio e os sons da caverna, como o gotejar da água que infiltra pela rocha.






sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Você já mergulhou em um aquário?

Clics nas águas cristalinas do áquario natural em Bonito (MS).



Piraputangas.












Os nomes em tupi-guarani piraputanga ou pirapitanga significam: de “pira, pirá” (peixe) e “piranga, -pitanga, putanga” (vermelho) .w.girafamania.com.br/americano/materia_brasil_bonito.htm  
  
Muito bom!

Pouse para foto.


Olha o peixinho!


"Dois mundos"



  










trilha pela "floresta" subáquatica.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bonito não, lindo!

Dizer somente que as paisagens compostas pelas águas transparentes dos rios e córregos que drenam a região de Bonito (MS) são bonitas é muita modéstia, diante dos encantos desta atmosfera líquida e translúcida que envolve o visitante.
Visitando a região pela segunda vez, acompanhando alunos do Colégio Marista de Londrina (PR), temos a oportunidade de usufruir desta natureza de cenários mágicos e deslumbrantes resultado da ação dos agentes de intemperização ao longo de milhares de anos sobre estrutura calcária, originando grutas, dolinas e rios de águas cristalinas, pois o carbonato de cálcio presente na água aglutina os materiais particulados em suspensão fazendo que que eles se precipitem reduzindo a turbidez da água a ponto de está permitir ótima visibilidade.
Galerinha no "buraco do Moacir" nas cachoeiras do Rio do Peixe.
Piraputangas nadam no córrego Olaria, afluente do rio do Peixe.

A recepção na fazenda é ótima, a comida é muito boa e você ainda tem a companhia das araras como a da foto e também dos macacos que vem comer banana na sua mão. O anfitrião "seo" Moacir diz ter 4 araras, 10 macacos mas só uma mulher e segundo ele em Bonito se pode ter mais de uma mulher pois não existe shopping center, já em São  Paulo e Rio de Janeiro meia mulher já basta pois, meia mulher de lá, corresponde a 10 mulheres de Bonito.Se um assaltante leva o cartão de crédito da sua meia mulher você fica no lucro, pois ele não gasta tanto.


sábado, 18 de setembro de 2010

Paisagem.

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal...
Composição: Lô Borges e Fernando Brant

O geógrafo considera a Paisagem com tudo aquilo que é perceptível através dos sentidos (visão, olfato, tato e audição) e está em constante processo de modificação, sendo adaptada conforme as atividades humanas.

Evolução da Paisagem

Cidade de Essen, Alemanha em uma gravura do século XVIII, que retrata a paisagem rural da época.No detalhe circulado está a torre da igreja que se destaca entre o marrom dos telhados.

Cidade de Essen, Alemanha em uma foto em preto e branco do final do século XIX, que retrata a paisagem industrial representada pelas inúmeras chaminés e suas colunas de fumaça.No detalhe circulado está a torre da igreja ofuscada pela fumaça das chaminés..











Cidade de Essen, Alemanha em uma foto colorida da década de 1990, onde podemos observar as inúmeras mudanças em relação as imagens anteriores, com destaque a verticalização (prédios).No detalhe circulado está a torre da igreja que resistiu as mudanças ao longo do tempo.

A paisagem é um dos objetos de análise da Geografia, sendo constituída através das relações do homem com o espaço natural. Sua observação é importante, pois retrata as relações sociais estabelecidas em um determinado local e tempo, onde cada observador seleciona as imagens que achar mais relevantes, portanto, diferentes pessoas enxergam diferentes paisagens.

Como é a PAISAGEM que você vê da JANELA do SEU quarto?